Você não votou na Dilma no primeiro turno. Também não pretende votar nela no segundo turno. Não apenas você não vai votar nela, como você tem alertado sobre os perigos de se votar na candidata petista. Você tem suas razões para achar que o voto em Dilma não é o melhor para o Brasil.
Eu não penso como você. Entendo que o melhor voto para o Brasil é o voto em Dilma Roussef, e não em José Serra.
A principal razão que, no meu ponto de vista, justifica o voto em Dilma não é uma única razão. Na verdade, são 53 milhões de razões: entre 2003 e 2008, foram 21 milhões de brasileiros que deixaram a miséria e outros 32 milhões que ascenderam à classe média. Os números dos que chegaram à classe média correspondem mais ou menos ao total de torcedores do Flamengo, e os que saíram da pobreza correspondem aproximadamente à torcida do Corinthians. É isso mesmo: o número de brasileiros que melhoraram de vida na Era Lula é um pouco menor que a soma das torcidas do Flamengo e do Corinthians. A pobreza extrema no país foi reduzida à metade nos anos Lula. Esse salto não se deveu apenas ao bom momento econômico. Isso é fruto de medidas específicas do Governo Federal, tais como o Bolsa Família e o Bolsa Escola. Você chama esses programas de assistencialistas, de demagogia paternalista. Na sua concepção liberal de “Estado mínimo”, esses programas não têm justificativa. Mas os países socialmente mais justos foram aqueles em que o Estado assumiu um papel ativo na promoção do bem estar social. Você condena os programas brasileiros, mas, quando vem à Europa, você se embasbaca dizendo que a Suécia ou a Dinamarca é que são países “de verdade”, pois se importam com seus cidadãos. Os programas sociais brasileiros são irrisórios se comparados aos de países da Europa ocidental. Por que você etiqueta os programas assistencialistas suecos de “justos” e os brasileiros de “demagógicos”? O número de programas de suporte social de um país como a França é muito superior que o do Brasil. Para você ter uma idéia, aqui eu recebo uma ajuda de moradia, fornecida pelo governo francês a todo estudante que paga aluguel, seja ele francês ou não. Isso custa uma grana preta aos cofres franceses. Certa vez, comentei com um colega no trabalho que recebia essa ajuda. Nunca vou me esquecer do que ele falou: “puxa, nem sabia que isso existia aqui na França. Sou classe média, não preciso desse auxílio, mas fico feliz de saber que os impostos que eu pago servem para ajudar estudantes como você”. Isso é civismo. É impensável ouvir isso da classe média brasileira, notória pelo seu acivismo. O que se ouve deles é que “a classe média é explorada”. Você deveria é ficar feliz de saber que parte de seus impostos são destinados a ajudar os brasileiros que podem menos. Votar em Dilma é votar na continuidade desses programas. É a garantia de que mais compatriotas irão melhorar de vida. Ou você acha que vai manter esses programas um cara cujo vice propôs punir quem dá esmolas e que chamou o Pronasci de “bolsa-bandido”? Um cara cuja esposa chamou o Bolsa Família de “bolsa vagabundagem”? Você acha que esse senhor tem capacidade de diálogo com os mais desprovidos? Um cara que diz não entender os sotaques de goianos, mineiros e pernambucanos? Um cara que, como bem observou Idelber, inventou a favela de plástico? Um cara que diz para uma eleitora na favela “Não posso conversar agora. A senhora não poderia me mandar um fax?”? Esse senhor não demonstra ter canais de comunicação com os pobres. Serra diz que vai manter os programas sociais. Só que eu não confio no que Serra diz. Aliás, não confio sequer nocompromisso que ele assume por escrito em cartório.
Foi sob o Governo Lula que a economia brasileira conheceu um período de crescimento expressivo, inclusive durante a crise mundial. Conheço seu argumento: “Lula continuou o que FHC fez”. Só que o próprio FHC reconheceu recentemente que a gestão econômica do PT tem méritos próprios. Insistir na tese de que tudo de bom da economia brasileira não tem sequer uma contribuição da equipe econômica de Lula, mas apenas de FHC e do Plano Real, tem tanto sentido quanto dizer que a pujança da indústria automobilística brasileira nos dias atuais é mérito de apenas um homem: JK.
Não foi apenas na gestão econômica que a gestão Lula foi primorosa. Há que se destacar a revitalização do sistema universitário público. Comparar a gestão Lula com Paulo Renato é como comparar o Barcelona ao Madureira. Foi nos anos FHC que o ensino superior privado conheceu fulgurante expansão – na maior parte das vezes, sem a contrapartida da qualidade – rifando vagas universitárias a megagrupos empresariais. Ao mesmo tempo, as universidades federais entraram em processo de sucateamento: Paulo Renato cortou verbas, restringiu concursos para professores e funcionários, priorizou a expansão do ensino privado, não promoveu uma política de assistência estudantil. Fiz o curso médico na UFMG durante os anos FHC. O descaso governamental provocava greves recorrentes (a de 1998 foi marcante) e provocou inclusive o fechamento do Hospital das Clínicas da UFMG, pelo simples motivo de que a verba federal não era repassada: centenas e centenas de alunos, além de milhares de pacientes carentes, sofreram com o fechamento do hospital. Hoje, o campus da UFMG tem outra cara: prédios novos e modernos foram inaugurados (Economia, Farmácia,Odontologia, Engenharia). A Cynthia Semíramis concorda comigo. Lula investiu no ensino superior: criou 14 16 universidades federais e outras dezenas e dezenas de escolas técnicas, muitas delas em regiões menos desenvolvidas do país. Foi a política de Lula que permitiu a criação, por exemplo, do Instituto de Neurociências de Natal, que já está aí, repatriando pesquisadores e fazendo pesquisa em alto nível. Cargos docentes foram criados e a carreira universitária foi valorizada, em flagrante contraste com a ativa promoção da penúria que marcou a gestão Paulo Renato. Tudo isso propiciou que os mestres e doutores formados no Brasil ocupassem cargos na universidade brasileira, evitando o brain drain que por tantos anos sangrou a academia brasileira. O salto na pesquisa brasileira desde a eleição de Lula é bastante expressivo. Em 2003, os investimentos em ciência e tecnologia foram de 21,4 bilhões de reais; em 2008, já atingiam R$ 43,1 bilhões. Paralelamente, houve notável aumento da produtividade científica brasileira: as publicações em peer-review journals saltaram de 14.237 em 2003 para 30.415 em 2008. Subimos da 17ª posição no ranking da SCImago, em 2000, para a 14ª, em 2008. Passamos países com maior tradição de pesquisa, como a Suíça e a Rússia. A política de pesquisa do Governo Lula foi elogiada inclusive pela Nature, uma das revistas científicas mais importantes do mundo (aí, Tio Rei, coloque mais essa na lista do jornalismo chapa-branca). Eu não voto em José Serra porque não quero que a universidade e a pesquisa brasileiras sejam sucateadas novamente. Não merecemos outro Paulo Renato.
Você diz que o governo do PT é anti-democrático, que ele coíbe a liberdade de expressão e que ele ameaça a liberdade de imprensa. Você acha que o PSDB representa uma proposta democrática. Discordo nos dois pontos. Houve declarações atrapalhadas do governo no que diz respeito à imprensa, e não aprovo a atitude de Lula no episódio Larry Rother. Mas daí a dizer que governo do PT é anti-democrático e que cerceia a liberdade de imprensa vai uma distância muito grande. Nem mesmo o FHC sustenta que o Lula é stalinista – só aloprados como Olavão e o Tio Rei é que alimentam besteiras assim. Se, como você diz, o PT censura a imprensa a seu favor e coloca um monte de jornalista chapa-branca nas redações de todo o país, olha, então o PT tem que aprimorar seus métodos. Dê uma olhada nas últimas capas da revista semanal de maior circulação do país, ligue a TV no principal canal, ou visite um dos blogs políticos mais acessadose veja (ops!) se há algum indício de que o PT tolhe quem fala mal dele e quem aponta as lambanças do partido. Aí você diz que, no governo Lula, tentou-se criar o Conselho Nacional de Jornalismo e que isso era uma tentativa ditatorial de controlar a liberdade de imprensa. Se isso é ditadura, sua lista de governos anti-democráticos deve incluir também países em que o Conselho já existe, como a França e a Inglaterra, como bem lembra Jânio de Freitas. Você critica a TV Brasil, dizendo que o governo não tem que manter canal de TV. Diga isso a um francês. Ele vai lhe dizer que na França não existe um canal de TV nacional que seja público. Existem cinco.
Eu também li o editorial do Estadão, dizendo que Dilma é “O mal a evitar”, por representar uma ameaça à democracia e à liberdade de imprensa. Você achou bonita essa defesa do “Estado de Direito”, né? Por que o Estadão nunca fez um editorial como esse quando o Brasil efetivamente vivia sob uma ditadura, nos anos de chumbo? Por que, dias depois desse editorial, esse mesmo órgão que se põe como baluarte da democracia plural demitiu sumariamente uma colunista que apoiou o Bolsa Família?
E será que o PSDB é tão comprometido assim com a democracia constitucional e com a liberdade de expressão? E os arapongas da Abin na gestão FHC? De qual partido é Eduardo Azeredo, que propôs uma lei de controle da internet que é carinhosamente chamada de AI-5 digital? De qual partido é Yeda Crusius, que mobilizou a PM gaúcha para espionar uma deputada de oposição, inclusive suas crianças (via Idelber)? De qual partido é Beto Richa, que censurou sete pesquisas eleitorais, um blog e até um twitter? E o que dizer do Serra, que telefonou a Gilmar Mendes para que ele tomasse a decisão que o PSDB preferia, no que diz respeito aos documentos necessários à votação: isso é respeito às instituições democráticas?
Você reprova a política externa do Lula, dizendo que ele desonra a democracia brasileira, privilegiando o diálogo com regimes fechados e ditatoriais. Então me responda: onde estava sua indignação quando FHC condecorou o ditador peruano Alberto Fujimori com a Ordem do Cruzeiro do Sul?
Você vê com maus olhos as alianças políticas do governo Lula e acha que isso é um argumento forte para não votar no PT. Eu também não gosto do Sarney, do Collor, do Calheiros, do Temer, do Hélio Costa. Preferiria que eles estivessem longe do poder. Mas já passamos da idade de acreditar em purismo ideológico, né? Isso é coisa de adolescente que descobre a política. Fazer política é fazer alianças, muitas das quais difíceis de serem engulidas. Vai me dizer que você gostava de ver o sociólogo da Sorbonne de mãos dadas com o PFL de ACM e cia? Você gostava de ver o Renan Calheiros como Ministro da Justiça do FHC? Bem, talvez você nem sequer goste do Índio da Costa… Bem vindo à real politik, mon ami.
E sim, você vai me falar da corrupção na gestão petista. É verdade. No que diz respeito ao combate à corrupção o governo Lula não foi virtuoso – longe disso. Houve mesmo bastante corrupção. O mensalão existiu, não foi invenção. Mas, será que a oposição é impoluta e pode mesmo posar de moralmente superiora? Lembra-se do Mensalão Mineiro e do Azeredo? Do Ricardo Sérgio de Oliveira, caixa do alto tucanato, que levou R$ 15 milhões na privatização da Vale? Dos R$ 400.000 a cada deputado que votou a favor da reeleição? E o esquema de corrupção e espionagem, revelado no escândalo dos grampos durante a privatização da Telebrás, envolvendo FHC, o presidente do BNDES (André Lara Resende) e Luiz Carlos Mendonça de Barros (ministro das Comunicações de FHC)? E a farra do Proer? E o favorecimento ilícito da Raytheon na instalação do SIVAM ? E a endinheirada relação entre Chico Lopes (ex-presidente do BC) e o banqueiro Salvatore Cacciola? E Eduardo Jorge, assessor pessoal de FHC, envolvido em diversas negociatas, inclusive em “caixa dois” para a reeleição de FHC? Por favor, não me venha com essa conversa de que o PSDB não compactua com a corrupção.
Eu vou concordar com você que o Brasil precisa de investimento em infra-estrutura: portos, rodovias, aeroportos. Mas será que o governo que impôs à população brasileira o racionamento de energia é mesmo o mais preparado para conduzir esses avanços em infra-estrutura? Acho que não.
Mas talvez nenhuma dessas questões sobre economia, educação e gestão pública importem para você. Talvez o que mais lhe opõe à candidatura de Dilma Roussef sejam questões religiosas. Pode ser, por exemplo, que você se oponha à política petista em defesa dos direitos civis dos homossexuais. Você chama isso de “tentativa de implantação de uma ditadura gay no Brasil”. É engraçado ouvir que existe ditadura gay no Brasil das mulheres-fruta, das dançarinas de axé, da erotização infantil, das peladonas do carnaval, das bancas em que pululam revistas masculinas de orientação heterossexual. Fique tranqüilo, essas coisas vão continuar acontecendo e ninguém está propondo instituir o monopólio da G Magazine entre as revistas de entretenimento adulto (fugiremos juntos do Brasil quando isso acontecer, ok?). Estamos falando em estender a uma pequena parcela da população os direitos civis desfrutados pela maioria. Nenhum governo do mundo tem poder para forçar alguém a assumir determinada sexualidade, porque os determinismos neurobiológicos da sexualidade passam ao largo da legislação dos homens – do contrário, eu acharia que os labradores machos lá do sítio da minha família só montam um no outro porque o governo PT apóia a causa homossexual (e eu desconfio que meus labradores não entendem muito bem o que seja o PL122). A questão aqui é apenas garantir que a expressão de determinado comportamento sexual não seja discriminada. Isso não é forçar a população a ser homossexual, nem calar heterossexuais. O prefeito de Paris é gay, assim como o de Berlim e a Primeira Ministra da Islândia. Eu, heterossexual, não sofro por morar em uma cidade governada por um gay.
Aproveitando o tema, permita-me uma pergunta: o que aconteceria se, ao invés de se mobilizarem maciçamente contra o “casamento gay”, os evangélicos se movessem por coisas que importam, como metrôs, ensino público, bons hospitais e punição a corruptos? Por essas e outras, é que indicadores como mortes violentas, saneamento básico e crianças nas escolas são bem melhores em Paris do que em São Gonçalo, cidade do Brasil com maior concentração de evangélicos. A luta contra a miséria e os embates por educação, transporte e hospitais de qualidade não parecem sensibilizar evangélicos – mas se dois marmajos querem juntar escovas de dentes no mesmo copo do banheiro, aí eles entram na briga, né? Essa miopia política acívica atrasa o país. O Brasil seria bem melhor para todos se os evangélicos batalhassem politicamente por coisas que realmente importam – e isso certamente não inclui ajustar o mundo aos estritos códigos comportamentais que defendem.
Há o aborto também. Você está certo: a Dilma é a favor do direito ao aborto (este vídeo é como batom na cueca, não tem o que discutir). Mas preste atenção: estamos tratando de uma eleição presidencial, não de um plebiscito sobre o aborto. E você sabe: o presidente não tem poder para assinar um papel e legalizar o aborto por conta própria, sem aprovação do Congresso, como se estivesse assinando uma ordem para comprar canetas Bic para escolas públicas. A discussão e a legislação sobre aborto são matéria do Congresso, não do presidente. Não misture as coisas. Não entre na onda dos que estão transformando essa eleição em um plebiscito.
O Brasil melhorou muito sob a égide de Lula. A imprensa mundial, dos veículos mais à esquerda aos mais à direita (‘tá aqui o Figaro que não me deixa mentir) saúda os avanços na Era Lula. Você dirá, com razão, que toda unanimidade é burra. Sim, é verdade. Mas isso não significa que toda forma de discordância seja inteligente. Não é inteligente negar que, nos anos Lula, o Brasil se tornou um país socialmente mais justo e menos desigual. Isso é negar os fatos. E negar os fatos nunca é inteligente.
Você pode até não votar na Dilma, por razões várias. Eu, de minha parte, prefiro apoiar quem tem feito do Brasil um lugar melhor para o maior número possível dos filhos deste solo: os brasileiros.
via Sorry Periferia de Fernando Vives em 28/09/10
Se você acompanha a reta final das eleições pelos jornalões Folha, Globo e Estadão ou pela Veja, já está sabendo que o Brasil vive um cerceamento da liberdade de imprensa patrocinado pelo governo, cujo partido instituiu a corrupção em nível nacional, acobertada pelo carisma do presidente da República que, por sua vez, é analfabeto e quer ser substituído por uma terrorista ladra de banco.
Se você acompanha a reta final das eleições pelos colunistas Merdal Pereira, Miriam Porcão, Eliane Galisteu Cantanhêde e Lúcia “Telefone Piscante” Hippólito, já entendeu que o povo é ignorante o bastante para se deixar seduzir pela boa fase da economia, que é mérito exclusivo do governo FHC, este sim um democrata (não é de bom tom citar esse negócio de compra de votos para a reeleição em 1998).
O fato é que as eleições 2010 viraram uma pataquada por conta do clima artificial de risco à liberdade e provável fim da humanidade como desfecho em caso da vitória de Dilma Roussef nas eleições, como se estivéssemos em fevereiro de 1964 e a Ditadura estivesse aí, tropeçando na esquina – e convém não esquecer que aquela Ditadura, que veio para desinfetar a ameaça esquerdista, foi saudada pelo Estadão com uma chuva de papel picado no então prédio do jornal, ali na Major Quedinho.
As eleições, ou ao menos o primeiro turno delas, chega ao fim com um cenário desolador. Quem esperava propostas viu a metástase dos marqueteiros se espalhar pelos candidatos.
O programa de Dilma Rousseff vendeu a candidata como se fosse integrante do Friends.
José Serra, por sua vez, apelou pra qualquer coisa que conseguisse frear sua queda nas pesquisas, o que valeu até a chorar no bloco final de um debate e insistir no papel de coitado ao dizer que era filho do quitandeiro pobre da Mooca. Não colou. Como bem notou Jânio de Freitas, Serra é o único candidato a entender a eleição como um projeto pessoal, não de seu partido, não de seu viés ideológico.
Marina Silva, a outsider verde, apostou na imagem “Eu sou legal” para maquear sua falta de abrangência de propostas para tudo o que não fosse Meio Ambiente.
Como cereja do bolo, tivemos Plínio de Arruda Sampaio, a quem coube o papel de Grêmio Barueri em um campeonato de Barcelonas e Manchester Uniteds. Teve a graça de destroçar a estrutura montada por marqueteiros dos outros candidatos nos debates, mas não foi muito mais que isso.
A oposição encabeçada pelo PSDB apelou, jogou os ratos do esgoto no ventilador pra tentar tirar uns pontinhos da candidata do PT. Mas este não é o lado pior: no desespero, candidatos apelam. É horrível, mas acontece. O problema mesmo é quando a classe média e, acima de tudo, setores da imprensa usam de todos os meios para evitar o que não desejam. Extrapolar o bom senso é perigoso. Evocar o cerceamento da liberdade de expressão é vergonhoso.
Dilma Rousseff não é terrorista. Dilma Rousseff não é ladra. Dilma Roussef não é lésbica (e se for?). Ela tem motivos para ser uma boa presidente da República, da mesma forma que os têm para fazer uma gestão fraca. Os argumentos estão aí, mas não foram usados na imprensa. Que Diógenes apareça com sua lanterna iluminando o bom senso nas redações para as eleições de 2012.
Mais:
Blog do Corazza: O cachorro assado, as eleições e o “estado policial”
Paulo Moreira Leite: Quando os tucanos pedem censura
Ao ser entrevistado na Rádio Jornal, em Pernambuco, José Serra (PSDB/SP) naufragou como o Titanic, quando lhe perguntaram sobre o reerguimento da indústria naval no governo Lula, acabando com as encomendas de navios e plataformas de petróleo da Petrobras que eram feitas no exterior, no governo FHC, gerando empregos em estaleiros estrangeiros.
Enquanto Serra se enrolou para responder, inclusive faltando com a verdade, Lula e Dilma contam sua luta para tornar o Brasil a 5ª indústria naval do mundo, e a emoção de ver o lançamento do primeiro grande navio construído em Pernambuco, com os milhares de empregos gerados no Brasil.
Fonte: Os Amigos do Presidente Lula
Foto: Reuters
Iran ‘agrees’ nuclear fuel swap
Al Jazeera: Irã concorda com troca de combustível nuclearIran ‘agrees’ nuclear fuel swap do site em inglês da rede árabe Al Jazeera Irã, Turquia e Brasil fecharam um acordo para uma troca de combustível nuclear que poderá reduzir preocupações com o programa nuclear de Teerã, o ministro das Relações Exteriores da Turquia, Ahmet Davutoglu, informou. Davutoglu anunciou o acordo em uma entrevista coletiva na noite de domingo depois que o primeiro-ministro Recep Tayyip Erdogan adiou uma viagem ao Azerbaijão para se juntar às conversações em Teerã. Ele disse que o acordo foi fechado “depois de quase 18 horas de negociações”; o anúncio formal é esperado para segunda-feira de manhã. Erdogan voou para Teerã depois que o presidente do Brasil, Luiz Inacio Lula da Silva, teve um dia de conversas com Mahmoud Ahmadinejad, seu colega iraniano, no que foi descrito pelos Estados Unidos e Rússia como última chance antes de novas sanções [contra o Irã]. A TV turca informou que os três líderes discutiram um acordo pelo qual o Irã trocaria em território turco seu urânio de baixo enriquecimento por combustível nuclear produzido fora do país. Mas detalhes — sobre a quantidade de urânio que seria entregue e como a troca aconteceria — ainda não foram divulgados. Anúncio esperado Alireza Ronaghi, da Al Jazeera em Teerã, diz que o encontro do Grupo dos 15 será aberto na segunda-feira de manhã em Teerã e que o anúncio do acordo poderia ser feito na abertura do encontro. “A conferência do G15 será aberta pelo presidente Ahmadinejad e espero que o discurso dele inclua alguns detalhes sobre o acordo”, ele disse. “Espero que ele será tão desafiador e agressivo como antes, mas ao mesmo tempo vai demonstrar que o Irã defende negociações e que vai fazer concessões para demonstrar sua boa vontade”. As especulações cresceram de que alguma coisa seria anunciada depois que Erdogan mudou seu planos de viagem. O primeiro-ministro turco tinha cancelado inicialmente seus planos para visitar o Irã. A visita de Lula, que incluiu um encontro com o aiatolá Ali Khamenei, o supremo líder do Irã, assim como um encontro com Ahmadinejad, era vista como uma última tentativa de mediar um acordo. Antes de partir para Teerã, Lula havia dito que estava “otimista” com a visita e que esperava persuadir Ahmadinejad para chegar a um acordo com o Ocidente na questão nuclear. “Preciso agora usar tudo o que aprendi em minha longa carreira política para convencer meu amigo Ahmadinejad para chegar a um acordo com a comunidade internacional”, ele disse. Os Estados Unidos e a Rússia tinham alertado que as chances de sucesso eram fracas. Mas antes das negociações, Teerã sinalizou que estava disposta a ouvir qualquer proposta. “Recebemos várias propostas e estamos avaliando todas elas”, disse o chefe atômico do Irã, Ali Akbar Salehi, segundo a mídia local do Irã informou no sábado. “Existe uma vontade dos dois lados para resolver o problema e as coisas tem se movido positivamente”. Relutância iraniana Previamente o Irã se mostrou relutante em permitir que seu estoque de urânio deixe o país antes de receber combustível nuclear, dizendo que a troca deveria acontecer simultaneamente dentro do país. Na semana passada, Mohsen Shaterzadeh, o embaixador do Irã no Brasil, disse que a troca em outro país poderia ser aceitável. O Brasil e a Turquia, ambos membros não-permanentes do Conselho de Segurança das Nações Unidas, até agora não apoiaram as tentativas dos Estados Unidos de ampliar as sanções contra o Irã por causa da decisão do país de não aceitar ultimatos para suspender o enriquecimento de urânio. “Eu penso que o Irã tem interesse em manter a Turquia de seu lado e o Brasil de seu lado e tem um interesse em fazer mais amigos que inimigos”, disse Mahjoob Zweiri, um expert em Irã da Universidade do Catar, à Al Jazeera. Os Estados Unidos e seus aliados dizem que o Irã quer urânio altamente enriquecido para fazer uma bomba atômica, mas Teerã diz que seu programa é desenhado para suprir as necessidades civis de energia. Lula no passado defendeu as atividades nucleares do Irã, dizendo que Teerã tem o direito à energia atômica e tem dito repetidamente que sanções seriam contraproducentes e ineficazes.
Fonte: Vi o Mundo
FHC, o farol, o sociólogo, entende tanto de sociologia quanto o governador de São Paulo, José Serra, entende de economia. Lula, que não entende de sociologia, levou 32 milhões de miseráveis e pobres à condição de consumidores; que não entende de economia, pagou as contas de FHC, zerou a dívida com o FMI e ainda empresta algum aos ricos.
Lula, o “analfabeto”, que não entende de educação, criou mais escolas e Universidades que seus antecessores juntos, e ainda criou o PRÓ-UNI, que leva o filho do pobre à universidade. Lula, que não entende de finanças nem de contas públicas, elevou o salário mínimo de 64 para mais de 200 dólares, e não quebrou a previdência como queria FHC.
Lula, que não entende de psicologia, levantou o moral da nação e disse que o Brasil está melhor que o mundo. Embora o PIG – Partido da Imprensa Golpista, que entende de tudo, diga que não.
Lula, que não entende de engenharia, nem de mecânica, nem de nada,reabilitou o Proálcool, acreditou no biodiesel e levou o país à liderança mundial de combustíveis renováveis. Lula, que não entende de política, mudou os paradigmas mundiais e colocou o Brasil na liderança dos países emergentes, passou a ser respeitado e enterrou o G-8. Lula que não sabe nada de Justiça, deixou a Polícia Federal e o Procurador Geral da República trabalharem a vontade, sem pressão quando houve as denúncias de corrupção do seu partido na Câmara e de alguns escalões de seu Governo. Foi o Governo em que a Polícia Federal mais trabalhou, mesmo com a ferrenha oposição da elite bandida representada pela imprensa deste país e pelo pres. do Supremo Gilmar Mendes. Isso mesmo, aquele que solta todo mundo que a PF prende. FHC tinha um “Engavetador Geral da República”, porque todas as denúncias contra seu governo eram engavetadas, e a PF amarrada e amordaçada.
Nenhuma denúncia vazava para a imprensa, nada acontecia. A Mídia era comprada de maneira absurda. É por isso que a Grande e Velha Mídia não aceita a perda de seus privilégios financeiros com o dinheiro públicoe criaram o PIG – Partido da Imprensa Golpista. (Definição do jornalista Paulo Henrique Amorim)
Lula, que não entende de política externa nem de conciliação, pois foi sindicalista brucutu, mandou às favas a ALCA, olhou para os parceiros do sul, especialmente para os vizinhos da América Latina, onde exerce liderança absoluta sem ser imperialista.. Tem fácil trânsito junto a Chaves, Fidel, Obama, Evo etc. Bobo que é, cedeu a tudo e a todos.
Lula, que não entende de mulher nem de negro,colocou o primeiro negro no Supremo (desmoralizado por brancos), uma mulher no cargo de primeira ministra, e pode fazê-la sua sucessora.Lula, que não entende de etiqueta, sentou ao lado da rainha e afrontou nossa fidalguia branca de lentes azuis.
Lula, que não entende de desenvolvimento, nunca ouviu falar de Keynes, criou o PAC, antes mesmo que o mundo inteiro dissesse que é hora de o Estado investir, e hoje o PAC é um amortecedor da crise.
Lula, que não entende de crise, mandou baixar o IPI e levou a indústria automobilística a bater recorde no trimestre.Lula, que não entende de português nem de outra língua, tem fluência entre os líderes mundiais, é respeitado e citado entre as pessoas mais poderosas e influentes no mundo atual.
Lula, que não entende de respeito a seus pares, pois é um brucutu, Já tinha empatia e relação direta com Bush – notada até pela imprensa americana – e agora tem a mesma empatia com Obama. Lula, que não entende nada de sindicato, pois era apenas um agitador, é amigo do tal John Sweeny e entra na Casa Branca com credencial de negociador, lá, nos “States”.
Lula, que não entende de geografia, pois não sabe interpretar um mapa, é ator da mudança geopolítica das Américas. Lula, que não entende nada de diplomacia internacional, pois nunca estará preparado, age com sabedoria em todas as frentes e se torna interlocutor universal. Lula, que não entende nada de história, pois é apenas um locutor de bravatas, faz história e será lembrado por um grande legado, dentro e fora do Brasil.
Lula, que não entende nada de conflitos armados nem de guerra, pois é um pacifista ingênuo, já é cotado pelos palestinos para dialogar com Israel.
Lula, que não entende nada de nada, é melhor que todos os outros.
NUNCA NA HISTÓRIA DESTE PAÍS, EXISTIU UM PRESIDENTE COMO LULA .
Pedro R. Lima, Professor UERJ Enonomia Redator VEJA ABRIL”
Estava o Bom (?) Dia Brasil a desfiar a arenga que escondeu no alagão de São Paulo.
(Entenda por que a Globo e o Globo pegam pesado com o Rio e pegam leve com a chuva de São Paulo )
Aí, o Bom (?) Dia cai na asneira de entrevistar o Secretário de Obras de Niterói, José Mocarzel.
Foi um mau passo do Renato Machado, notável enólogo tropical.
Diz o Mocarzel que não acredita em político que passa a mão na cabeça de quem constrói barraco em área de risco.
(Qual foi o prefeito de São Paulo que deixou construir no Jardim Romano, o Katrina do Serra ?)
Diz o Mocarzel que é preciso haver um trabalho federal, estadual e municipal para enfrentar a questão de onde os pobres devem morar.
E, aí, se deu a tragédia.
O Ali Kamel será implacável.
O Mocarzel disse que a única política realmente séria para enfrentar o problema da habitação popular é o programa Minha Casa Minha Vida do presidente Lula.
E falou o nome do presidente Lula.
Que horror !
O Renato vai tomar um vinho avinagrado hoje, no jantar.
Em tempo: por que a Eliane Cantanhêde não pergunta cadê o Sérgio ? Por que ela não perguntou cadê o Serra, quando o Jardim Romano alagou ? O Sérgio, o Lula, o Paes – está todo mundo lá, Eliane. Eles deram a cara para bater. E o Serra, foi ao Jardim Romano ?
Clique aqui para ler sobre o Ricardo e o Lula que o Bonner e o Kamel omitiram.
Não deixe de ver o vídeo com a entrevista do Ricardo.
Paulo Henrique Amorim
Clique aqui para ler na Folha (*) da província de S. P. o artigo de Jânio de Freitas sobre “o estadual e o federal”.
(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que avacalha o Presidente Lula por causa de um comercial de TV; que publica artigo sórdido de ex-militante do PT; e que é o que é, porque o dono é o que é ; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.
Fonte: Conversa Afiada
Obs.: Há uma mensagem subliminar aos 2:17s do vídeo.
O comentarista Gil909 (Blog do Nassif) nos brindou com a seguinte manipulação da folha:
Versão on-line da Folha – Quinta-Feira 01 de abril de 2010:
“Serra critica roubalheira, e Dilma, viúvos da estagnação”
Versão impressa da Folha – Quinta-Feira 01 de abril de 2010:
“Serra critica roubalheira e Dilma, viúvas da estagnação”
Poderia ser má fé ou ignorância, as duas são muito plausíveis, porém ficamos com a primeira opção, pois as palavras viúvos e viúvas foram modificadas para dar o sentido que a Folha queria.
Nos preparemos para o bombardeio que virá.